31 Out
A influência das redes sociais na atualidade
Post by Super User
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Atualmente, vivemos uma exacerbação do narcisismo devido ao surgimento das redes sociais, pois são os meios mais utilizados para divulgação de nossa própria imagem.

As redes sociais chegaram com o propósito de fazer os usuários mostrarem sua intimidade, suas experiências, forma de vida, padrão social, consumismo, dentre muitas outras coisas. São um meio que os indivíduos encontraram para se agrupar de acordo com suas preferências e afinidades, sem barreiras geográficas, podendo conectar-se com pessoas de diversas partes do mundo, mudando completamente a forma de nos comunicarmos por proporcionar rapidez.

Já é um hábito ter em mãos tantas oportunidades de expor a vida e, juntamente com as redes sociais estão os smartphones, tablets e computadores, que surgiram para complementar, quase como uma extensão de nosso corpo.

De acordo com McLuhan, qualquer extensão afeta todo o complexo psíquico e social. Há grande dificuldade de concentração na realidade, já que o mundo virtual se faz presente em praticamente tudo.

Segundo Mariana Parizotto (2012), um smartphone reúne exatamente aquilo que é exigido de indivíduos modernos: mobilidade, rapidez e funcionalidade. Já o coach Silvio Selestino (2012) diz “Não preciso esperar chegar em casa ou no escritório para responder e-mails. Consigo navegar na internet e ler o que preciso de qualquer lugar, tenho uma agenda à mão, fácil de acessar e modificar”. Ou seja, a facilidade que há atualmente em comunicar, procurar informações e expor a privacidade é muito grande.

Todas as tecnologias existentes hoje, faz com que a população viva de uma maneira muito diferente da qual vivia-se há 10 anos. Para saber sobre a vida de algum famoso, por exemplo, o único meio era a televisão ou o rádio. Hoje, nesse quesito, a internet é muito mais eficiente.

Como podemos encarar essas mudanças? Será que tudo isso está nos fazendo tão bem quanto parece? Vivemos em constante alteração. Auto divulgamos nossas imagens e não precisamos que mais ninguém faça isso por nós. Sabemos que aquilo que é íntimo tende a ficar oculto (e deveria), mas, paradoxalmente, é o que atrai o olhar do outro se pensarmos que nossa vida é exposta em apenas um clique, mostrando o que estamos fazendo em nosso dia-dia.

Segundo (FEUERBACH, apud DEBORD, 1997, p.13): "Sem dúvida o nosso tempo prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser." Isso faz com que os usuários se tornem egoístas. Porém, estamos fadados ao mundo da imagem.

A tecnologia, juntamente com as mídias sociais mudaram não somente a forma de nos comunicarmos mas também a forma com que as empresas divulgam seus produtos e fazem publicidade. Algum tempo atrás, ao fazer publicidade e até mesmo marketing pessoal, pensava-se apenas em mídias impressas, televisão e outdoors. Precisávamos contar com a ajuda de alguém.

De acordo com Sant’Iago (2012), no Brasil, a presença de empresas em redes sociais ainda é vista como novidade. Segundo Resina de Oliveira (2009), a forma de comunicação deve ser reinventada, já que a nova era é a da interatividade, com comunicação direta entre clientes e empresas, pois os membros das redes sociais querem conversar e interagir com pessoas e não com marcas.

“Tornando-se cada vez mais idêntico a si mesmo, e aproximando-se o máximo possível da monotonia imóvel, o espaço livre da mercadoria é a cada instante modificado e reconstruído. Esta sociedade que suprime a distância geográfica, amplia a distância interior, na forma de uma separação espetacular.” (Guy Debord, Pág 109).

A partir desta frase podemos concluir que a sociedade atual se enquadra perfeitamente no Espetáculo de Guy Debord, onde a distância não mais existe, sendo suprida pela tecnologia que aproxima os indivíduos onde quer que estejam. É um lugar onde podemos nos encontrar, nos relacionar, compartilhar gostos e experiências e conhecer pessoas parecidas conosco. Agora que já são parte de nossas vidas, torna-se difícil, ou praticamente impossível, conviver sem suas facilidades.

REFERÊNCIAS - Isabela Mucke;

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